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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tristeza não tem fim

Tantas pessoas a minha volta, e tanta solidão. Sorrisos e risos que não carregam felicidade alguma, apenas um disfarce, uma máscara. Meias palavras, verdades incompletas. Tanta coisa, e um vazio maior ainda. Não dá pra ser feliz apenas de momentos. Viver de mentiras, mais fácil, cômodo. A verdade já não faz mais sentido. Felicidade só é mato aonde tem fogo, que queime. Coisas fúteis, aparências mediocres, são vida. Pensamentos se esvaem como fome em banquete, não tenho controle. Uma resposta para todas as perguntas: Não sei. Bem-vindo ao meu mundo. Entre se conseguir, viva sem chorar, não lute, nunca retroceda, apenas aceite o que te vier. Nesse mundo existe apenas uma lição para ser aprendida: faça apenas sua felicidade, porque tristeza não tem fim, felicidade sim.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Chuvas de Novembro


Chuvas de Novembro me lembram uma música, me lembram um lugar que quando eu era criança, me escondia para esperar a chuva passar e rezava para que ela e o trovão passassem despercebidos por mim. As Chuvas de Novembro me lembram todas as vezes que eu olhava naqueles olhos profundos e, por mais que eles aspirassem felicidade, eu ainda enxergava um traço de dor em seu interior. Me lembram também aquele banho de chuva que tomei, e que ficou gravado na minha memória como um dos momentos mais felizes da minha vida, onde gozar da liberdade era lei. As Chuvas de Novembro me trazem esperança de dias melhores, melhores na dor, melhores no amor. Olho pela abertura da janela e acabo de assistir a mais um episódio das Chuvas de Novembro. No momento, tudo que sinto é a incerteza dos dias que estão por vir pois, os dias melhores que espero, serão melhores a quem? Afinal, as Chuvas de Novembro só pertencem a Novembro, que já se vai embora logo mais, e carrega com ele todas as gotas de esperança que por dias caíram e foram desperdiçadas pelo chão sem se quer uma gota do amor que mereciam. Adeus Novembro, e que venham seus dias melhores, quem sabe.

domingo, 28 de novembro de 2010

Deixe estar, deixe ser

Um dia o mais provável é tornares-te num chato, 
deixares de sair á noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música
e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato todos os dia. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão no sofá e dormirás menos ao relento.
É oficial vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um barco de papel. Vais ficar nervosinho de não trocares de carro de 4 em 4 anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque “vai-se andando” e a vida é mesmo assim, vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha, vais ser mais triste.
Nesse dia também vais deixar de beber refrigerantes. 
Quando esse dia chegar, não lhe fales, mantém-te original.


Nathaly Silveira .

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Camisa 10

Toda vida tem um propósito, um objetivo, já dizia um sábio. Existem as pessoas que não cumprem seus propósitos, as pessoas que cumprem, e aquelas que, além de cumprir, fazem algo a mais. Uma pessoa deste tipo é o que chamo de Camisa 10. Destaque, exemplo, referência, entenda como quiser, o importante é buscar essa camisa e vesti-la. Viva mais, viva mais intensamente. Viva um dia de sol. Beije na boca. Viva um romance. Jogue futebol. Chore, mas com a condição de sorrir depois. Sorria quando tiver vontade, faça o que tiver vontade. Se for dizer algo que machuque alguém, dê-lhe um tapa na cara. Se alguém lhe der um tapa na cara, não revide, ofereça a outra face. Se alguém lhe oferecer a outra face, nunca bata. Peça desculpas aos ignorantes quando estiver certo, e peça desculpa aos justos quando estiver errado. Ria quando
alguém lhe contar uma piada. Comemore um gol. Faça uma loucura. Se apaixone por alguém. Ame alguém. Sempre diga a verdade. Sempre que alguém lhe dizer uma verdade, agradeça. Sempre que alguém lhe dizer uma mentira, agradeça também. Nunca diga nunca. Sinta. Pense no que sente. Se emocione. Cuide de quem corre do seu lado. Nunca veja só o que quiser enxergar. Olhe para trás. Sempre que chorar ouvindo uma música, fique feliz. Nunca faça planos. Planeje o futuro. Almeje sempre o melhor. Pense. Fale. Compre. Beba. Leia. Vote. Não se esqueça. Use. Seja. Ouça. Diga. Sofra. Invente. Inove. Termine. Comece. Tire suas máscaras. Depois de fazer isso tudo, faça algo mais, seja um Camisa 10, porque quem é Camisa 10, joga bola até na chuva.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tributo ao peixe

Bom, a pedidos indiretos, vamos aos facts da nossa amiga aquedescendente, Aninha:

1-Aninha, Animal: Peixe, Espécie: Piranha, Marca: Gomes da Costa, Elemento: Água, Signo: Peixes, Ascendente: Aquário.
2- O mundo todo ainda está "Procurando Nemo", Aninha já achou.
3- O pai de Aninha chamou ela pra pescar. Ela ficou traumatizada pro resto da vida.
4- Aninha morre é pela boca.
5- Como diz o ditado popular: "Caiu na rede, é... Aninha"
6- Rede para qualquer pessoa normal significa Internet, para Aninha significa o inferno.
7- Aninha é um peixe raro, de diferente dos outros peixes, ela tem o... a... nada.
8- Nas férias, o lugar preferido de Aninha é a praia, mas não é por causa da areia, sol...
9- O animal que Aninha mais tem medo é o gato.
10- Aninha é saudável porque a carne dela é branca.

Bom... isso foi apenas uma homenagem para minha "brodi", nosso querido peixe, Aninha.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vale a pena tentar

Se passa tempo, se passa vontade, se passa sentimento, se passa amor. Se passa tudo, e a gente sempre procurando por aquilo que nunca se faz suficiente dentro de nós, felicidade. Um dia ao olhar pela janela, vi o mais harmonioso encontro da natureza, o sol tocando o mar. Me levantei e fui correndo até a beira da praia sem ter um porque. Será que existe alguma razão? Fui buscar a felicidade. Tentei pegar o mar, mas em uma tentativa frustrada, suas águas me escaparam entre os dedos. Tentei pegar o sol, mas não o alcançava. Me perguntei como algo tão bonito poderia ser tão injusto. Descobri que a felicidade pela qual procuramos está bem mais próxima de nós do que imaginamos, basta apenas abrirmos os olhos e vermos o que estamos enxergando, é mais que óbvio. Se você é alguém que ainda não encontrou a sua felicidade, faça como o Sol: ao final de cada dia ele desce e procura pelo seu amado mar, logo, não o encontra por completo e é substituído pela lua, mas sempre volta no dia seguinte e tenta novamente se encontrar com seu eterno e infinito mar amado. Isso é amor.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Olhe para trás

   Imerso em mais um de seus diversos sonhos, o menino se encontrou num túnel escuro apenas com alguns pontos de iluminação. Ele foi andando em linha reta em direção ao primeiro ponto e viu uma placa que dizia: Não vá com tanta sede ao pote. Não entendeu a mensagem e continuou andando em direção à próxima luz. Ao chegar até ela, ele viu uma outra placa que dizia: Nem tudo que a gente enxerga é aquilo que a gente vê. Achou uma grande besteira e continou a andar. Andou por mais algum tempo até chegar à luz seguinte e encontrou mais uma placa: Há sempre uma luz no fim do túnel. Viu outra luz se ascender mais a frente e mais que depressa foi até ela. Uma outra placa dizia: Que se salve aquele que olhar para trás. Nesse mesmo instante viu uma luz mais a frente que parecia ser o fim do túnel, finalmente havia encontrado a saída. O menino, sem pensar e movido por um impulso, foi correndo em direção a luz. Era um trêm vindo em sua direção. O menino acordou assustado, se levantou da cama e olhou para trás. Lá estava ela, sentada na beira da cama. Ela o entregou uma flor e abriu um sorriso, dizendo: Você me encontrou na hora certa.

Recomeço

Aquele dia era um dia comum, como qualquer outro dos muitos que já haviam passado e que provavelmente seriam iguais aos muitos que ainda viriam. Casinha de madeira com telhado à base de folhas de bananeira e uma porta puxada por uma velha tábua que já sem uso se encontrara no terreno posterior. Como de costume, ela se levantou quando o sol ainda se fazia bem tímido por detrás dos alpes do cerrado, ferveu a água e colocou um pouco do pó de café colhido às margens dos alpes. Se preparava para apreciá-lo com uma fatia do bolo de milho que havia feito no dia anterior.
   Naquele dia, o cheiro do café, a textura e o gosto do bolo, e a brisa gelada que batia em seu rosto e resfriavam seu nariz, eram como de costume, agradáveis, porém nada esporáticos. Ela terminou seu café, apanhou os recipientes de leite que haviam em cima da mesa acompanhados pelas barras de doce de banana e pôs tudo no veículo, foi até a beira do riacho e lavou o rosto num ato de muito prazer. Logo, trajou-se na melhor vestimenta que possuia, calçou os sapatinhos deixados por sua mãe, simples, porém bem vistosos, montou em seu pedaço de charrete puxada por seu burro de aparência nada agradável e se dirigiu até um vilarejo próximo de nome estranho que nem a mesma tinha sucesso na pronúncia. Tudo estava caminhando dentro dos conformes. Ao chegar no vilarejo, foi direto à frente de um pequeno estábulo, estacionou sua charrete e se pôs a expor seus produtos que, diga-se de passagem, eram muito apreciados pelo povo local. As horas foram se passando e nada de vender nem uma barra de doce se quer. Resolveu sair pelas
ruas anunciando seus produtos. Ao passar por um beco de cheiro nada agradável e com escassas fontes de luz, um velho senhor, trajado em farrapos, que estava ali sentado a mercê da podridão do lugar se pronunciou e com educação lhe pediu um copo de leite e um pedaço do doce que carregava. Ela estranhou tanta educação em um homem daquele tipo, mas ignorou o pedido do velho e continuou seu caminho para tentar vender suas mercadorias. Bateu de porta em porta, gritou, e nada. O sol já ia se escondendo por detrás dos alpes novamente quando ela decidiu voltar para o seu humilde casebre. Não havia entendido o que acontecera pois sempre voltava para casa sem nenhum produto nas mãos. O dia que no princípio se fazia tão comum, fez-se diferente dos outros em seu desfecho. Enquanto seu burro puxava a charrete de volta para
casa, ela, desapontada, olhou para o céu e perguntou à Deus o que acontecera pois estava voltando para casa sem nenhuma moeda. Pediu um sinal de sua existência pois ela se sacrificara tanto trabalhando em seu cantinho para nada. O leite iria azedar e os doces provavelmente não iriam ter a mesma qualidade no dia seguinte. Não obteve resposta. Quando estava prestes a deixar o território do vilarejo, viu que o velho que ela ignorara mais cedo, sorria fazendo sinal para que ela parasse. Ela parou. O velho então retirou um punhado de moedas de ouro de seu bolso e pediu que a mulher o desce todos os seus produtos. Ela se assustou e perguntou ao velho senhor porque mais cedo quando se encontraram ele a pediu um copo de leite e um pedaço de doce sendo que ele possuia dinheiro para comprar tudo que ela tinha. O velho deu um sorriso e respondeu: Olha moça, eu lhe pedi um copo de leite e um pedaço de doce mas não queria de graça, a senhorita me julgou mal pelo ambiente que eu estava e pelas minhas roupas, mas agora que você pediu uma prova de minha existência e reclamou tanto de seu sacrifício trabalhando no seu cantinho, resolvi lhe dar uma segunda chance para recomeçar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Assim seja

Ao abrir os olhos em mais um dia, o que me vem na cabeça é justamente aquilo que tenho pensado há algum tempo: o que poderia ser. O que é, já não faz tanto sentido como o mundo. Meio que política, meio que vícios, meio que virtudes. A certeza de que tudo ficará bem me conforta e me faz abrir um sorriso novamente. Já disseram que depois da tempestade sempre vem a calmaria, e saber que só o que é bom dura tempo o bastante para se tornar inesquecível, ou melhor, sentir isso, me acalma a alma. Já é inesquecível. E assim seja.

sábado, 13 de novembro de 2010

Só os loucos sabem.

Chocolate nem um pouco, Coca-Cola nem tão pouco. Você é louco? É o que me perguntam quando digo isto. Fugindo do óbvio, me sinto feliz com essa pergunta, me sinto isolado. Mas isolado de uma maneira positiva, especial. Afinal, o que é a loucura? Loucura é tudo que foge do padrão, e porque não dizer, das leis? Leis... limitantes de proibição... certo estava ele ao gritar para o mundo: É PROIBIDO PROIBIR! Como seriamos mais felizes se elas não fossem necessárias. Não adianta idolatrarmos e dizermos que somos fãs depois que nossos loucos e malucos belezas se vão. Deveriamos estar do lado deles, tanto no sucesso como na repressão, e principalmente na loucura. Ser louco é inusitado, e aos mesmo tempo gratificante, afinal de contas, como o "louco" já disse: O que os loucos sabem, SÓ os loucos sabem. Realmente achei que eu era louco por não saber nem o que se passava dentro de mim, até ouvir apenas uma frase que me contou o que era toda a minha loucura: Você tem amor demais dentro de si, tem necessidade de amar. Isso me fez descobrir que louco mesmo é aquele que não consegue amar, muito pior, louco mesmo é aquele que nem conhece o amor. Se hoje eu amo mais do que o demais que eu já amava, é porque... o porque só os loucos sabem...

Ser Conotativo

Cheio de metáforas e conotações, o ser humano é um ser muito curioso. É impressionante a capacidade que temos de ocilar entre dois extremos em uma fração de segundo. Ora amamos, noutra odiamos. Ora estamos felizes, noutra tristes. Mas o que realmente importa não são os extremos em que chegamos, mas sim como
fazemos de cada momento e de cada situação, um motivo, ou necessidade para fazê-lo. Se partirmos do princípio de que tudo na vida é circunstancial, chegamos a conclusão de que isso não acontece por acaso, mas sim por alguma razão. O ciúme é considerado um sentimento circunstancial pelo fato de funcionar como
o ditado: ''A ocasião faz o ladrão'', certo? Ele nos apossa quando sentimos muito medo de perder algo, mas como tudo tem solução, algo tão ruim não poderia ficar de fora, não é verdade? O melhor remédio já inventado para o ciúme é a confiança. A confiança é algo complicado de se obter, principalmente quando se gosta muito de algo, mas como tudo que é difícil tem uma boa recompensa, a confiança é a maior prova de amor que se pode dar à alguém. A confiança é um sentimento forte que une laços mas que pode ser destruída facilmente pela sua maior vilã, a traição. A traição é o ponto mais baixo em que o ser humano pode
chegar pois destrói uma de suas principais virtudes. Mas o que são virtudes? As virtudes de um ser humano é algo que não pode ser explicado com palavras, as virtudes estão em nossas ações aonde realmente podemos provar que somos HUMANOS, ou até mesmo nos pequenos gestos como um ''Obrigado'', ''Por favor'',
''Desculpe'', ''Bom dia''ou ''Eu te amo'', e essas virtudes são o que chamamos de Deus. O Deus e o Diabo, dois opostos extremos e todos, sem excessão nenhuma, possuímos os dois dentro de nós, é o que nos faz educados, rebeldes, frios, medrosos, corajosos, carentes, é o que nos faz ser humano, ninguém nasce bom ou mau, nossas escolhas nos fazem o que somos.

Sonhos Reais

Algo engraçado de se pensar. Uma tarde, uma noite, fez-se. A vontade foi ultrapassada pela voracidade da necessidade. Difícil pensar na essência nesse caso, não seria capaz de explicar-me, muito menos de entender-me. É como encaixar uma peça em um quebra-cabeças completo e mesmo assim continuar tudo vazio. Tornei-me radical com variações e derivações infinitas. Ter certeza de um desejo, saber como fazê-lo e ver-lo diante de si mesmo é difícil. O que matam os desejos são as escolhas e principalmente as obrigações, mas o que seria do mundo sem elas? O que seria do mundo sem ela? Afinal, podem me dar os piores venenos que não morrerei, podem me humilhar e magoar que eu não sofrerei, e podem me empurrar de uma montanha que até assim eu direi: E daí? Eu sei voar, porque um homem que é movido por sonhos, mas sonhos reais, nunca morre. Ele apenas transcende e volta enquanto eles existirem e enquanto ainda houver pelo menos vontade para isso. Tornar-se sufixo já não faz mais parte dessa vida, porque quem é radical não se limita a isso, e sim, faz por merecer mais cada vez mais.